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Comcam lidera reação de prefeitos da região após queda na arrecadação e risco nos serviços públicos

 

A Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam) assumiu posição institucional diante da queda na arrecadação e passou a liderar um movimento regional em defesa da recomposição de receitas. A definição aconteceu na manhã desta sexta-feira (10), durante reunião realizada em Campo Mourão com prefeitos da região.

O encontro reuniu o prefeito anfitrião Douglas Fabrício, presidente do Ciscomcam; Same Saab, prefeito de Iretama e presidente da Comcam; Airton Agnolin, prefeito de Nova Cantu e presidente do Condescom; além de outros prefeitos da região, que discutiram os efeitos da redução de repasses estaduais e federais sobre o funcionamento das administrações municipais.

A principal preocupação apresentada pelos gestores é que a queda de receitas já compromete a manutenção de serviços essenciais, como saúde, transporte escolar, recuperação de estradas, apoio à agricultura e fornecimento de medicamentos. A entidade avalia que o impacto nas finanças locais tem caráter estrutural.

Somente com a redução na arrecadação do IPVA, os municípios que integram a Comcam projetam perda superior a R$ 36 milhões em 2026. O presidente da entidade, Same Saab, afirmou que o problema atinge toda a região e exige uma resposta coordenada entre os municípios e os demais entes públicos.

Segundo ele, a Comcam já iniciou articulações com o Governo do Estado e com a Assembleia Legislativa. Same também alertou para o impacto imediato no caixa das prefeituras, afirmando que muitos municípios já enfrentam dificuldades para honrar compromissos básicos com fornecedores.

Como encaminhamento, a entidade definiu que levará a pauta a Curitiba na próxima quinta-feira (16), em reunião com representantes do Governo do Estado. Entre as reivindicações está a ampliação dos repasses destinados ao transporte escolar, já que em alguns municípios o custo do serviço é muito superior ao valor atualmente recebido.

Além da queda de receitas, os prefeitos também citaram fatores externos que ampliam a pressão sobre os cofres municipais, como estiagem e eventos climáticos extremos, que elevam os gastos com recuperação de estradas e apoio à população rural.

Prefeitos da região reforçaram que o cenário é especialmente preocupante para os municípios de pequeno porte, mais dependentes dos repasses constitucionais. A defesa da Comcam é por uma solução que permita manter os serviços básicos sem aumento de impostos para a população.

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