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Um incêndio de
grandes proporções atingiu, no começo da tarde deste sábado (4), o Instituto de
Educação Doutor Caetano Munhoz da Rocha, colégio público tombado como
patrimônio cultural do Paraná em Paranaguá. Ninguém ficou ferido.
Participaram do combate ao incêndio 45 bombeiros e brigadistas de
empresas da região. Foram usadas sete viaturas do CBMPR e três de brigadas de
incêndio da Portos do Paraná e empresas locais, além de dois caminhões pipa da
prefeitura.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a área construída com material combustível,
como madeira, foi totalmente consumida pelas chamas, enquanto a parte em
alvenaria permaneceu preservada.
As causas do
incêndio serão investigadas pela Polícia Científica (PCIPR) e pela Polícia
Civil (PCPR).
Segundo informações
do Governo do Estado, equipes da Secretaria da Educação já trabalham no local
para avaliar a destruição.
Informações
preliminares indicam que o fogo começou na biblioteca, mas isso só será
atualizado após o trabalho dos Bombeiros no local
O edifício,
inaugurado em 29 de julho de 1927 como Escola Normal de Paranaguá, mudou de
nome em 1967 e passou a se chamar Instituto de Educação Doutor Caetano Munhoz
da Rocha.
O prédio foi
inscrito no livro de tombo do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado em 12
de setembro de 1991 e, segundo o governo estadual, é considerado um dos
colégios modelo do Paraná.
Muitos moradores da
cidade acompanharam o trabalho dos Bombeiros de perto e a comoção era visível
no semblante de cada morador.
Diversos políticos
se manifestaram nas redes sociais em apoio a cidade de Paranaguá e lamentando a
perda cultural.
Força-tarefa avalia danos e prevê recuperação da escola
O governador Ratinho Junior determinou a criação de uma força-tarefa
para avaliar os danos no Instituto Estadual de Educação de Paranaguá após o
incêndio deste sábado (04). Engenheiros da Secretaria de Estado da Educação e
do Fundepar foram mobilizados para elaborar um diagnóstico rápido e definir os
próximos passos para a recuperação do prédio histórico.
A estrutura,
construída em 1927 e tombada como patrimônio do Paraná, atende mais de 1,6 mil
alunos. Após o controle das chamas, o Estado vai avaliar a possibilidade de
realocar estudantes e dar início ao processo de restauração para retomar as
atividades o quanto antes.
